domingo, 25 de novembro de 2012
Confiança instantânea e vida criativa.
A importância da confiança, da força interior
Compreende a relação com o mecanismo de sucesso e sua auto-imagem e vê que isto é um fator vital para qualquer ser humano que se esforça por suas metas e auto satisfação.
Muitos fatores podem ajudá-lo na vida – dinheiro, posição, constituição física, boa sorte.
A luz solar e o ar marítimo podem revigorá-lo; os amigos podem favorecê-lo.
Contudo, seu estilo de vida depende de você, de sua força interior – ou de sua fraqueza interior.
O ambiente certo pode ser agradável.
Mas não é fundamental.
Sua força interior, isto que é fundamental para vida criativa.
Nunca é cedo demais para trabalhar os poderes emocionais dentro de si mesmo.
Se você tem 21 anos não é muito cedo.
Se você tem 12 anos não muito cedo....
Ao mesmo tempo se você tem 45 anos não é muito velho. E se tem 65 anos também não é muito velho.
Você deve cultivar sua riqueza interna. Deve trabalhar dedicadamente, em seus próprios interesses, para por em destaque em sua mente os sucessos da vida.
Pode ser um trabalho árduo, mas vale a pena.
Esta é a chave que abre o caminho para as experiências de sucesso em seu mundo.
Para a vida criativa, confiança instantânea.
Do livro de:
Maxwell Maltz em: como vencer os sentimentos negativos.
Edna Campos
Final de férias. Muita confiança no próximo período. Um carinho a todos.
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
O melhor amigo
"O melhor amigo do homem
Nosso melhor amigo é nossa auto-imagem. Se ele se vê como um bom sujeito, está no caminho do contentamento, se ele não se vê assim causará sua própria ruína.
Maria, José, Antônia ou João podem ser amigos e talvez um deles seja um amigo valioso, mas seu melhor amigo é a sua auto-imagem.
Outra pessoa pode gostar de você, pode até sair do caminho para ajudá-lo, mas não pode viver por você. Não pode tomar suas decisões, não pode participar de suas alegrias e desgostos, e mais ainda, não pode dar-lhe a capacidade de sucesso ou fracasso, de auto aceitação ou auto rejeição.
Sua auto-imagem pode dar-lhe esta capacidade. Pode dar-lhe o sentido da certeza do que você vive. Se você se vê como uma pessoa agradável, se a figura que você faz de si mesmo é satisfatória, você vive como uma forma maravilhosa de certeza: a convicção de que quando os fatores incontroláveis se virarem contra você e os acontecimentos temporariamente se opuserem aos seus desejos você conseguirá sustentar-se.
Haverá sempre momentos de adversidade atingindo-o do mundo externo, bem como dúvidas íntimas afligindo-o lá dentro.
A verdadeira prova de sua amizade por si mesmo é quando você se reorganiza em seu próprio auxílio, quando precisa do amparo consolador de seu melhor amigo- VOCÊ.'
Maxwell Maltz
Edna Campos
terça-feira, 6 de novembro de 2012
Nossa Alma
"A alma é uma coleção de belos quadros adormecidos os seus rostos envolvidos pela sombra.
Sua beleza é triste e nostálgica porque, sendo moradores da alma, sonhos, eles não existem do lado de fora.
Vez por outra, entretanto, defrontamo-nos com um rosto (ou será apenas uma voz, ou uma maneira de olhar, ou um jeito da mão...) que, sem razões, faz a bela cena acordar.
E somos possuídos pela certeza de que este rosto que os olhos contemplam é o mesmo que, no quadro, está escondido pela sombra.
O corpo estremece. Está apaixonado.
Acontece, entretanto, que não existe coisa alguma que seja do tamanho do nosso amor.
A nossa fome de beleza é grande demais.
Cedo ou tarde descobrirá que o rosto não é aquele.
E a bela cena retornará à sua condição de sonho impossível da alma.
E só restará a ela alimentar-se da nostalgia que rosto algum poderá satisfazer..."
Rubem Alves
Edna Campos
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
domingo, 23 de setembro de 2012
FÁBULA DA CONVIVÊNCIA
"Durante uma era glacial,
muito remota, quando parte do globo terrestre esteve coberto por densas camadas
de gelo, muitos animais não resistiram ao frio intenso e morreram indefesos,
por não se adaptarem às condições do clima hostil.
Foi então que uma grande manada de
porcos-espinhos, numa tentativa de se proteger e sobreviver; começou a se unir;
a juntar-se mais e mais, bem unidos, agasalhavam-se mutuamente, aqueciam-se
enfrentando por mais tempo aquele inverno tenebroso. Porém, vida ingrata, os
espinhos de cada um começaram a ferir os companheiros mais próximos, justamente
aqueles que lhes forneciam mais calor; aquele calor vital questão de vida ou
morte.
E afastaram-se, feridos,
magoados, sofridos.
Dispersaram-se, por não suportarem
mais tempo os espinhos dos seus semelhantes. Doíam muito.
Mas, essa não foi a melhor
solução; afastados, separados, logo começaram a morrer congelados..."
"Os que não morreram
voltaram a se aproximar; pouco a pouco, com jeito, com precauções, de tal forma
que, unidos, cada qual conservava uma certa distância do outro, mínima, mas o
suficiente para conviver sem se ferir; para sobreviver sem magoar; sem causar
danos recíprocos.
Assim suportaram-se, resistindo à
longa era glacial.
Sobreviveram.”
“É fácil trocar palavras, difícil
é interpretar os silêncios.
É fácil caminhar lado a lado,
difícil é saber como se encontrar.
É fácil beijar o rosto, difícil é
chegar ao coração.
É fácil apertar as mãos, difícil
é reter o seu calor.
“É fácil sentir o amor, difícil é
conter sua torrente.”
Desconheço autoria.
Recebi por email :com nome ,’vida
bem vivida”
Edna Campos
terça-feira, 18 de setembro de 2012
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Belo e atual Intertexto
Mas não me importei com isso
Eu não era negro
Em seguida levaram alguns operários
Mas não me importei com isso
Eu também não era operário
Depois prenderam os miseráveis
Mas não me importei com isso
Porque eu não sou miserável
Depois agarraram uns desempregados
Mas como tenho meu emprego
Também não me importei
Agora estão me levando
Mas já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo.'
Bertold Brecht
Edna Campos
terça-feira, 4 de setembro de 2012
A felicidade é uma obrigação de mercado
"."Antigamente, a felicidade era uma missão a ser
cumprida, a conquista de algo maior que nos coroasse de louros; a felicidade
demandava "sacrifício". Olhando os retratos antigos, vemos que a
felicidade masculina estava ligada à ideia de "dignidade", vitória de
um projeto de poder. Vemos os barbudos do século 19 de nariz empinado, perfis
de medalha, tirânicos sobre a mulher e os filhos, ocupados em realizar a
"felicidade" da família. Mas, quando eu era criança, via em meus
parentes, em minha casa, que a tal felicidade era cortada por uma certa
tristeza, quase desejada. Já tinha começado o desgaste das famílias nucleares
pelo ritmo da modernidade.
Hoje, a felicidade é uma obrigação de mercado. Ser deprimido
não é mais "comercial". A infelicidade de hoje é dissimulada pela
alegria obrigatória. É impossível ser feliz como nos anúncios de margarina, é
impossível ser sexy como nos comerciais de cerveja. Esta "felicidade"
infantil da mídia se dá num mundo cheio de tragédias sem solução, como uma
"disneylândia" cercada de homens-bomba.
A felicidade hoje é "não" ver. Felicidade é uma
lista de negações. Não ter câncer, não ler jornal, não sofrer pelas desgraças,
não olhar os meninos malabaristas no sinal, não ter coração. O mundo está tão
sujo e terrível que a proposta que se esconde sob a ideia de felicidade é ser
um clone de si mesmo, um androide sem sentimentos.
O mercado demanda uma felicidade dinâmica e incessante, cada
vez mais confundida com consumo, como uma "fast-food" da alma. O
mundo veloz da internet, do celular, do mercado financeiro nos obriga a uma
gincana contra a morte ou velhice, melhor dizendo, contra a obsolescência do
produto ou a corrosão dos materiais.A ideia de felicidade é ser desejado.
Felicidade é ser consumido, é entrar num circuito comercial de sorrisos e
festas e virar um objeto de consumo. Não consigo me enquadrar nos rituais de
prazer que vejo nas revistas. Posso ter uma crise de depressão em meio a uma
orgia, não tenho o dom da gargalhada infinita, posso broxar no auge de uma
bacanal. Fui educado por jesuítas, para quem o sorriso era quase um pecado, a
gargalhada um insulto.
Bem - dirão vocês -, resta-nos o amor... Mas, onde anda hoje
em dia, esta pulsão chamada "amor"?
O amor não tem mais porto, não tem onde ancorar, não tem
mais a família nuclear para se abrigar. O amor ficou pelas ruas, em busca de
objeto, esfarrapado, sem rumo. Não temos mais músicas românticas, nem o lento
perder-se dentro de "olhos de ressaca", nem o formicida com guaraná.
Mas, mesmo assim, continuamos ansiando por uma felicidade impalpável.
Uma das marcas do século 21 é o fim da crença na plenitude,
seja no sexo, no amor e na política.
Se isso é um bem ou um mal, não sei. Mas é inevitável. Temos
de parar de sofrer romanticamente porque definhou o antigo amor... No entanto,
continuamos - amantes ou filósofos - a sonhar como uma volta ao passado que
julgávamos que seria harmônico. Temos a nostalgia lírica por alguma coisa que
pode voltar atrás. Não volta. Nada volta atrás.
Sem a promessa de eternidade, tudo vira uma aventura. Em vez
da felicidade, temos o gozo rápido do sexo ou o longo sofrimento gozoso do
amor; só restaram as fortes emoções, a deliciosa dor, as lágrimas, motéis,
perdas, retornos, desertos, luzes brilhantes ou mortiças, a chuva, o sol, o
nada. O amor hoje é o cultivo da "intensidade" contra a
"eternidade". O amor, para ser eterno hoje em dia, paga o preço de
ficar irrealizado. A droga não pode parar de fazer efeito e, para isso, a
"prise" não pode passar. Aí, a dor vem como prazer, a saudade como
excitação, a parte como o todo, o instante como eterno. E, atenção, não falo de
"masoquismo"; falo do espírito do tempo.
Há que perder esperanças antigas e talvez celebrar um sonho
mais efêmero. É o fim do "happy end", pois na verdade tudo acaba mal
na vida. Estamos diante do fim da insuportável felicidade obrigatória. Em tudo.
Não adianta lamentar a impossibilidade do amor. Cada vez
mais o parcial, o fortuito é gozoso. Só o parcial nos excita. Temos de parar de
sofrer por uma plenitude que nunca alcançamos.
Hoje, há que assumir a incompletude como única possibilidade
humana. E achar isso bom. E gozar com isso.
Não há mais "todo"; só partes. O verdadeiro amor
total está ficando impossível, como as narrativas romanescas. Não se chega a
lugar nenhum porque não há onde chegar. A felicidade não é sair do mundo, como
privilegiados seres, como estrelas de cinema, mas é entrar em contato com a
trágica substância de tudo, com o não sentido, das galáxias até o orgasmo.
Usamos uma máscara sorridente, um disfarce para nos proteger desse abismo. Mas
esse abismo é também nossa salvação. A aceitação do incompleto é um chamado à
vida.
Temos de ser felizes sem esperança.
Arnaldo Jabor
Edna
Campos.
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
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